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Desafio
Os desafios enfrentados por jovens pretos, periféricos, mulheres e LGBTs na indústria criativa e cinema incluem a falta de acesso à formação e capacitação, a baixa representatividade e a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Em muitos casos, esses profissionais precisam lutar contra preconceitos e estereótipos para conseguir oportunidades de emprego na área.
No que se refere ao futuro do trabalho, é importante destacar que a tecnologia tem um papel fundamental no desenvolvimento de novas formas de produção e de consumo cultural. Nesse sentido, é preciso que haja políticas públicas voltadas para a inclusão de jovens pretos, periféricos, mulheres e LGBTs na indústria criativa e cinematográfica, garantindo que esses profissionais tenham acesso às tecnologias e às habilidades necessárias para competir em um mercado cada vez mais digital.
Segundo uma pesquisa realizada em 2017 pelo Observatório de Favelas, em parceria com o Instituto TIM, 84% dos jovens das periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo consomem conteúdo audiovisual pela internet, sendo que 40% afirmaram assistir diariamente.
A mesma pesquisa apontou que 76% dos jovens das periferias entrevistados disseram ter interesse em trabalhar com cinema e audiovisual, sendo que 38% gostariam de trabalhar como cineastas ou diretores.
76%
jovens da periferia têm interesse em trabalhar
com cinema e audiovisual
38% 
jovens da periferia gostariam de trabalhar
como cineastas ou diretores
Ainda segundo a pesquisa, o principal obstáculo para o acesso ao cinema e ao audiovisual é o financeiro, uma vez que muitos jovens não têm condições de frequentar salas de cinema ou pagar por serviços de streaming. Além disso, muitos não têm acesso a equipamentos e tecnologias necessários para produzir conteúdo audiovisual.
A representatividade e a valorização da cultura local continuam sendo temas importantes para os jovens periféricos que se interessam pelo cinema e audiovisual. Muitos deles buscam ver suas próprias realidades e identidades refletidas nas produções audiovisuais, e valorizam a diversidade cultural como forma de combater a discriminação e o preconceito.
Esses dados apontam para uma tendência de valorização de áreas relacionadas à tecnologia e empreendedorismo, além de um interesse em áreas como saúde, educação e arte, que podem ter um impacto positivo nas comunidades periféricas. É importante que haja políticas públicas que incentivem o acesso desses jovens a capacitações e formações nessas áreas, a fim de contribuir para uma maior inclusão e igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.
Com relação ao recorte de raça e identidade de gênero, é importante destacar que os jovens periféricos negros, mulheres e LGBTs têm enfrentado grandes desafios no mercado de trabalho da indústria criativa, especialmente no setor do cinema e audiovisual. Segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), apenas 2% dos profissionais envolvidos em produções audiovisuais são negros, e em relação à presença de mulheres e pessoas LGBTs na indústria cinematográfica, não há dados oficiais disponíveis.
No entanto, é importante destacar que os jovens periféricos têm encontrado alternativas para expressar sua criatividade e ter voz no mercado de trabalho. Uma dessas alternativas é a produção independente de filmes e conteúdos audiovisuais, que tem ganhado força com a popularização de plataformas digitais e redes sociais.
Nesse sentido, o cinema e o audiovisual têm se mostrado uma ferramenta importante para o impacto social, permitindo que os jovens periféricos expressem suas vivências, denunciem injustiças e desigualdades, e reivindiquem seus direitos. Além disso, a produção independente pode gerar renda e criar oportunidades de trabalho para jovens empreendedores periféricos.
INOVAÇÃO É PROCESSO
INOVAÇÃO É REGENERAÇÃO
INOVAÇÃO É MUDANÇA
A Visionária Lab busca contribuir com mudanças socioculturais para a promoção de justiça social e equidade no mercado criativo.
Motivados pela emergência de discussões sobre o Futuro do trabalho e novas tecnologias, promovemos ações culturais e desenvolvemos projetos nos eixos interdisciplinares de pesquisa Cultura, Cinema e Tecnologias Criativas, que resultam em estratégias de inclusão e produtos audiovisuais com foco em valorização histórico-cultural, preservação de memórias e afirmação de identidades.
Nossa Proposta de Impacto
A Visionária Lab é feita por ativistas da causa racial, da luta antiracista, da causa das mulheres, da diversidade sexual e de gênero, do combate a todos os tipos de discriminação e preconceito que entendem o protagonismo comunitário, a auto estima criativa e o resgate histórico como pilares fundamentais para a produção de soluções socioculturais e econômicas. 
Somos um movimento crítico-criativo de pessoas que se apropriam de ferramentas disruptivas para gerar valor social. Um movimento que resiste criativamente a partir de territórios de vulnerabilidade social e que têm ou tiveram suas narrativas historicamente invisibilizadas.
Nossas contratações são parte de uma estratégia de equidade racial em intersecção em gênero, classe e território. Gerando um ecossistema de mudança através de projetos e conteúdos, capazes de destacar microempreendedores (produtores, artistas, designers, fotógrafos, filmmakers independentes) profissionais que sofrem com a precarização e exploração de mão de obra, criando coletivamente outras oportunidades de amadurecimento na prestação de serviços, construção de portfólio e posicionamento de mercado com o duplo objetivo de produzir soluções criativas e se desenvolver em projetos que potencializam vidas e carreiras em rede.
Nos baseamos na economia criativa e solidária como uma nova lógica de desenvolvimento de negócio, gerando trabalho e renda, colaborando com o crescimento econômico e a inclusão social. Acreditamos na importância de compartilhar conhecimento e criar espaços para potencializar a inovação por  meio  de projetos reais, nos quais as habilidades possam ser desenvolvidas e colocadas em prática.
E a cada laboratório desenvolver produtos e serviços que colaboram com novos imaginários sociais, conteúdos socioeducativos, resgatando culturas e saberes de povos originários. Histórias que são janelas para experienciar outras realidades, estimular o pensamento crítico, revertendo a falta de representatividade e pluralidade nas mídias tradicionais.
A valorização cultural, a difusão de saberes ancestrais aliados às novas tecnologias podem construir no presente, futuros plurais. 
Impacto
Atingido
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